Frei Betto Coordenador Social do Programa Fome Zero.
Assessor-especial do presidente Lula e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero, o frade dominicano Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Betto) tem extensa folha de serviços prestados à Cidadania. Escritor, educador, jornalista, antropólogo e filósofo, esse mineiro de 59 anos é um dos intelectuais brasileiros mais respeitados internacionalmente. Em 1998, foi o primeiro brasileiro a receber o Prêmio Paolo E. Borselino, na Itália, pelo seu trabalho em prol dos direitos humanos.
1) Na sua opinião, qual a importância de um instituto como o IBQV (Instituto Brasileiro de Qualidade de Vida) no Brasil? Frei Betto: Avaliar e aprimorar a qualidade de vida é um imperativo da vida atual, sobretudo nas grandes cidades, onde o estresse é constante. O trabalho do IBQV é de suma importância.
2) Como o senhor avalia a qualidade de vida no Brasil hoje?
Frei Betto: Em geral, ruim, seja pela pobreza reinante, seja por uma cultura que inibe o "ócio criativo".
3) O que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida no nosso País?
Frei Betto: Combater a miséria, elevar os salários e desenvolver uma cultura centrada no silêncio, na meditação, na abertura à natureza e a Deus.
4) O que é "qualidade de vida" para o senhor?
Frei Betto: É dominar o tempo e não se sujeitar à pressão dele. É dispor de renda suficiente, tempo para orar, ler, divertir-se e aprimorar-se fisica, intelectual e espiritualmente.
5) Como o senhor acha que um evento como a 6º Jornada de Qualidade de Vida pode ajudar as pessoas que lutam por uma vida melhor? Frei Betto: Despertando-as para novos paradigmas e, portanto, novos procedimentos e atitudes de vida, tanto na maneira de pensar quanto de agir.